terça-feira, 3 de agosto de 2010

Entre tantas outras coisas,

Em 2007, eu escrevi-te

"Fizeste o meu coração prender-se a ti de tal maneira, que creio que ficará assim para sempre. cuida bem dele. Eu sei que és capaz."

Em 2008, tu escreveste-me

"Mister Gummy andava em busca de algo que lhe faltava. E foi enquanto andava à descoberta do mundo, que descobriu o seu mundo ali mesmo ao seu lado. Um mundo incrível. (...) Agora resta-me fazer-te a mulher mais feliz do mundo. Porque eu já sou o homem mais feliz do mundo."

Em 2009, nós escrevemos

Primeiro eu,
"Ama-me, porque eu te amo mais que tudo. Porque desejo, acima de qualquer outra coisa, que sejas feliz; e que seja eu a propocionar-te os momentos mais agradáveis e perfeitos da tua vida. Ama-me, a mim e só a mim, porque te dedico o meu corpo e alma, todo o meu coração. Só te peço que sejas sempre sincero comigo, que me mostres sempre o que sentes, seja bom ou não. Que sejas digno do que sinto por ti, da confiança que em ti deposito, assim como eu espero ser sempre digna de ti e do teu coração".

E depois tu, (no convite para o baile de finalistas, lembras-te?)

"Quero saber se a princesa mais bonita do mundo, a namorada mais incrível e especial do universo, me deixa ser o seu príncipe. Tu és a princesa com coroa de ouro, mas que ainda assim não brilha tanto quanto o teu sorriso. Eu, o sapo feio, peço-te que me tornes no teu príncipe. Eu sei que parece impossível, porque sou um sapo mesmo feio... Mas se aceitares, eu posso mostrar-te que és tão especial que podes torná-lo possível".

(isto acompanhado destas duas coisas lindas)

Agora, em 2010,
eu não mudo uma sílaba. Limito-me a acrescentar um ponto, porque o amor cresceu.

edited, at 21:25 (fizes-te para fizeste).

Desabafo Repentino

Quanto mais convivo com pessoas, mais gosto dos animais.

(e sim, esta sou eu com uma das minhas bichinhas).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Moças Atrevidotas

É muito engraçado quando uma gaja se faz ao nosso homem mesmo debaixo do nosso nariz não é? Pelo menos a mim dá-me um gozo do caraças. (Mister Gummy é um gato hehe).

E normalmente, uma gaja que até é (ou se faz de) nossa amiga. Ui, um amor de pessoa, um anjo, uma coisa rara.
Ainda por cima, não me escapa nada. Desde cedo me tornei muito observadora.

Mas aquilo que acho mais engraçado, é que o meu Mister Gummy é o homem que mais sabe fazer-se despercebido, que mais consegue dar desprezo. Elas ficam todas enfunadas. Mister Gummy é o homem que comenta comigo as atitudes e os lances de charme da garota (porque além de saber que desde logo me apercebo trocamos olhares muito significativos perante a ousadia) quando ninguém está a ouvir ou mesmo em frente às suas fuças como se estivesse a cochichar uma outra coisa completamente banal.

- Eu não quero parecer convencido, mas já tinha reparado. Esta garota tem necessidade de chamar a atenção.

E eu rio-me baixinho e sussurro:

- É, com os seus olhos fatais, os risinhos sexys e as palmadas no ombro. Mas continua, porque estás a fazer um óptimo trabalho a pô-la de trombas.

E no final, quando por fim ficamos sós, desatamos às gargalhadas a relembrar cada expressão de genuína afronta por Mister Gummy ignorar o seu irresistível encanto (?) e parecer fugir da moça cada vez que ela tenta sequer dirigir-lhe a palavra.

A verdade, é que Mister Gummy é tímido e não gosta destes achegos. Incomoda-o alguma coisa, principalmente porque acha que me pode incomodar a mim. Mas não, divertem-me e deixam-me cheia de pena delas, por necessitarem de (tentar) ser cobiçadas pelos homens alheios para se sentirem bem consigo mesmas. Sim, homens, que não é só o meu. São todos, no geral.

E ainda vos agradeço, porque damos umas quantas gargalhadas às vossas custas e é circo dado de mão beijada :)

i dont get it #2

Não percebo definitivamente as mulheres.

Uma casa de banho feminina tem apenas dois cubículos e está apinhada.

Uma fila de 20 mulheres espera à porta pela sua vez, não cabiam sequer lá dentro. Miss GummyBear está aflitíssima para fazer xixi e, achando não ter alternativa, coloca-se na fila. Por uma qualquer coincidência do destino, 5 segundos depois, decide dar uma espreitadela.
Basicamente o cubículo para as mulheres com mobilidade condicionada estava vazio, com a porta aberta para trás e aparentemente a ser ignorado por todas as mulheres da fila.

Atirei para o ar:

- Há algum problema com aquela casa-de-banho?

Não obtive resposta, e ainda levei com olhares de soslaio como se fosse alguma espécie de maluca.
Ai é minhas amigas?

Pois então aliviem-se nas vossas calças. Passei as 20 pessoas à minha frente, aliviei a bexiga e safei-me em 5 minutos do caótico e apinhado wc.

Até hoje, ainda não percebi o porquê.

Que eu saiba as casas-de-banho para as pessoas com mobilidade condicionada só têm de estar livres quando alguém necessita de fazer uso delas, não são propriamente como os estacionamentos em que precisas de autorização para os utilizar. E as gajas não deixam de lá pôr os seus carrinhos quando bem precisam. Hipocrisia.

Ser festivaleiro.

Tenho estado ausente deste cantinho porque eu e Mister GummyBear partimos em direcção a terras nortenhas e a um cantinho alojado nas margens do Taboão. Partimos para o Paredes de Coura, um festival que nos diz muito desde sempre. É um festival que se destaca pela capacidade de unir as pessoas, pela capacidade de promover a convivência entre os festivaleiros, pelo ambiente - que é mágico.
Foram quatro dias fantásticos, relaxantes mas cansativos, intensos, tudo e mais qualquer coisa. De bom. Completamente inesquecíveis.
Bem, o certo é que no Paredes, os dias são sempre assim.
Mas o melhor de tudo, é todos estarmos lá com um único objectivo - divertirmo-nos, é todos termos uma coisa em comum - a música. Por isso, as pessoas respeitam-se e é muito fácil fazer amigos.
Em cinco anos de festivais, não conheço muito. Mas já conheço o suficiente para dizer que não existe outro como este.
No entanto, este ano parece ter-se tornado moda ir a festivais porque é fixe e dá estatuto ter a pulseirinha (? o.O). Encontrámos pessoas que não se sabem comportar num festival, num concerto, num espaço partilhado por milhares de pessoas. Que não sabem estar. Quer pela idiotice já de si, quer pela imaturidade da idade tenra.
Não quero que me interpretem mal, também eu comecei muito novinha nestas andanças. E há sempre uma primeira vez para tudo. Mas na primeira vez, e isto é para tudo, devemos avançar com a humildade necessária para que possamos aprender.
Quem é festivaleiro, e essencialmente de Paredes de Coura, deve saber do que falo.